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Beto Richa perde todas as inserções até o fim da campanha

28/9/2010 17:29:34
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A Justiça Eleitoral suspendeu ontem no ínicio da noite todas as inserções comerciais do candidato Beto Richa (PSDB) na televisão até o final da campanha por conta dos ataques da coligação Novo Paraná ao candidato Osmar Dias (PDT) em informes sem qualquer identificação de quem produziu o material e estabeleceu multa de R$ 500 mil por invasão em horário eleitoral gratuito do espaço destinado para candidatos ao Senado ou a deputado (federal ou estadual). Se a multa pudesse ser retroativa, Beto teria que pagar R$ 13 milhões por invadir 13 vezes os horários destinados para candidatos nas proporcionais e no Senado. “Foi uma vitória extraordinária e já esperada. Ele perde totalmente as inserções de televisão, que são as mais vistas porque são feitas durante a programação normal da emissora”, afirmou o advogado Luiz Fernando Pereira, que defende a coligação A União Faz Um Novo Amanhã.


 


A vitória da campanha de Osmar veio um dia depois que o juiz auxiliar Luciano Carrasco determinou os primeiros cortes das inserções ontem e hoje. O deputado federal Ricardo Barros (PP), que teve seu tempo para o Senado tomado mesmo após ter negado o uso de seu horário para a coligação, disse ontem que está analisando o caso e deverá se pronunciar sobre o assunto nas próximas horas. “Só fui informado que usaram meu tempo depois do que aconteceu. Até porque eu mesmo disse que não iria admitir o uso do meu horário na reta final da campanha. Eu pedi para o meu pessoal ver o que aconteceu e estou aguardando um posicionamento da coligação”, disse Barros, que chegou a se dizer insatisfeito com o PSDB que não teria valorizado a candidatura dele desde o início da campanha. Gustavo Fruet (PSDB), que também teve o horário invadido pela coligação, não foi encontrado ontem para falar sobre o tema.


 


O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) contabiliza 166 processos que deram entrada na Justiça Eleitoral por problemas de invasão de horário dos candidatos ou direitos de resposta desde o dia 17 de agosto. As primeiras liminares foram dadas por invasão de horário ao candidato ao governo pelo PRTB (ainda subjúdice) Robinson de Paula, que teve o tempo tomado pelo partido para exposição da candidata Ella Teixeira, que renunciou a candidatura em busca de se firmar como postulante ao governo do Paraná.


 


Das 544 ações ajuizadas pela coligação de Beto (contando todo o tipo de ação, não apenas os que tem relação com o horário eleitoral gratuito), 541 foram indeferidos pelo TRE. Numa das ações em que perdeu, a coligação de Beto acusava Osmar de ter ultrapassado as barreiras da críticas política ao usar expressões como “não manteve a palavra”, “fujão”, “rapazinho” e “trair” em programa eleitoral de rádio no dia 8 de setembro. Ao analisar a ação, o juiz Nicolau Konkel Júnior negou a liminar por não ter constatado o “condão de ofender ou denegrir a imagem do candidato, tratando-se de críticas à sua atuação política, à opção que fez ao renunciar ao mandato de prefeito para concorrer ao governo do Estado”.


 


De janeiro até agora, o TRE recebeu 42 protocolos por Ação de Investigação Judicial Eleitoral (que pede até a cassação dos candidatos). Duas dessas ações foram protocoladas por Beto Richa por suposto uso da máquina adminstrativa no uso de emails da Sanepar em favor de Osmar e por ter participado em horário de expediente de reunião pública com o ministro da Pesca, Altemir Gregolin.


Em 2006, na última disputa similar para o governo do Estado, 788 representações foram ajuizadas no TRE.


 


(BEM PARANÁ)

 



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