Concordo que por ser goleiro isso é uma marca historica e o Rogério merece isso, um ídolo no Tricolor Paulista, um grande goleiro que fez toda a sua trajetória no São Paulo, claro, não vamos esquecer que ele começou no Sinop do Mato Grosso, inclusive foi campeão por lá.
O Paranaense de Pato Branco chegou ao clube paulista em 1990, Reserva do goleiro Zetti, fazia parte do elenco vitorioso do grande Telê Santana. Com a saída de Zetti em 1997, passou a ser o titular da equipe.
O primeiro gol de Rogério foi marcado numa cobrança de falta em 15 de fevereiro de 1997, contra o União São João, em Araras, pelo Campeonato Paulista. No dia 20 de agosto de 2006, Rogério tornou-se o maior goleiro artilheiro da história ao marcar, contra o Cruzeiro, em cobrança de falta ensaiada, seu 63º gol em partidas oficiais, superando a marca de 62 gols que antes pertencia ao goleiro paraguaio Chilavert. Nesse mesmo jogo marcou outro, de pênalti, chegando aos 64 gols.
A mídia, compreensivelmente, fez seu carnaval. Numa TV movida a audiência fácil, um fato como esse, sem maiores referências, de fato merece ser destacado
O Rogério fez 100 gols, sendo que é batedor oficial de faltas e pênaltis há 14 anos, é pouco eficiente. Alguém nessa condição não pode ter média de pouco mais de 7 gols por ano. Já devia estar na casa dos 250, pelo menos. O fato estatístico comemorado este final de semana, na verdade, é banal
O fato é que mais uma vez a mídia eleva ao patamar de herói nacional alguém e por nada. Mais um mito fabricado.