A funcionária do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) ficou surpresa com a qualidade dos trabalhos e voltou para Brasília convicta de que as ações devem continuar Por três dias consecutivos a técnica do Departamento de Assistência Técnica de Extensão Rural (ATER) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Célia Regina Caetano Ferreira, percorreu alguns municípios da região Oeste do Paraná para verificar, na prática, se as metas do trabalho proposto dentro do Pronaf Sustentável na Bacia do Paraná 3 (BP3) foram cumpridas em sua totalidade. Avaliação
O percurso foi acompanhado pelo secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional do Extremo Oeste do Paraná (ADEOP), Elsidio Cavalcante e demais membros da equipe, além do técnico de campo da Itaipu Binacional, Miguel Isloar Sávio. A cada parada para um bate-papo com os agricultores familiares que participaram do projeto, a técnica abordou a importância das atividades que estão sendo aplicadas no dia a dia da família, se houve aprovação quanto à qualidade técnica das informações transmitidas e se existe a vontade de continuidade. Por onde passou a resposta sempre foi a mesma: as famílias querem a continuidade do projeto-piloto.
A família Gadenz, que há mais de 30 anos reside na Linha Santa Maria, no município de Diamante D’Oeste, é um dos exemplos de satisfação. Ernesto Antonio Gadenz e seu filho, Edinei Antônio Gadenz atuam na produção de queijo. O filho há pouco tempo trocou a vida da cidade para morar no campo, com a perspectiva de aumentar a renda familiar contando com o apoio da assistência técnica. “Nós precisamos estar atualizados e, principalmente, contarmos com a presença de um técnico que venha em nossa propriedade nos orientar e acompanhar as atividades. O Pronaf Sustentável nos deu essa possibilidade e precisamos da continuidade”, disse.
Valdecir e Tânia Beatriz Bischuff, do Sítio Scheneider, localizado na Linha Volta Gaúcha em Entre Rios do Oeste, estão apostando no turismo rural. “Ao participar dos cursos percebemos que esse projeto era diferente. Os técnicos não chegavam até nos impondo uma situação. Foi uma situação diferente. Eles nos estimularam a pensar, a visualizar as possíveis mudanças a partir da troca de informações entre outras famílias próximas que estão investindo no turismo rural como fonte de renda”, ressaltou Valdecir. “Queremos e precisamos da continuidade desse projeto. Parar por aqui representa a frustração de um trabalho que teve início, e que talvez, não tenha fim”, destacou o agricultor familiar de Mercedes, Valdenir Zarzeka.
Ao fim das visitas aos beneficiários, a técnica do MDA identificou que se cumpriu o que estava previsto no projeto. “Construímos juntos um projeto-piloto que chegou ao final de mais uma etapa com êxito”. A continuidade do projeto, segundo ela, deverá acontecer a partir de março de 2012, após a chamada de ATER que irá atender 1.280 famílias dos municípios de Foz do Iguaçu, Itaipulândia, Matelândia, Medianeira, Santa Terezinha de Itaipu, Ramilândia e Diamante D’Oeste.
Com relação à ADEOP, Célia parabenizou o empenho da equipe e avaliou a entidade como uma instituição organizada, comprometida e compromissada. “Estamos muito satisfeitos com o resultado, sendo que a contribuição da ADEOP foi fantástica em todos os aspectos”, finalizou.
Elsidio Cavalcante (ADEOP) entrega o relatório final da primeira etapa dos trabalhos à técnica do MDA, Célia Regina Caetano Ferreira
O trabalho de monitoramento com visita aos beneficiários foi realizado em vários municípios da região: contato direto com os resultados
Célia foi ver de perto o trabalho de turismo rural que está sendo realizado no interior de Entre Rios do Oeste
O produtor rural de Mercedes, Valdenir Zarzeka em conversa com a técnica do MDA, Célia e a técnica do projeto, Dilza: “Queremos a continuidade”
(Ciliany Perdoná - AI ADEOP)